Permanência da Favela do Jaraguá gera polêmica na Câmara

Publicado por Redação em 09/03/2010 as 12:45
Arquivado em Política

Ana Paula Pedroza – Repórter

A Sessão da Câmara foi palco de uma discussão aguçada entre os vereadores Galba Novaes e Ricardo Barbosa sobre a permanência ou retitarada da Favela do Jaraguá. O vereador Ricardo Barbosa defende que a favela deve permanecer no local, enquanto o vereador Galba afirma que a prefeitura de Maceió tem um projeto de contrução de um conjunto habitacional, no Sobral, onde os moradores terão condições dignas de sobrevivência, o que não acontece no Jaraguá.

De acordo com o vereador Galba Novaes, a Favela de Jaraguá é um lugar violento, sem estrutura e que não possui as condições mínimas de moradia, como saneamento básico, por exemplo. No entanto o projeto da prefeitura é levá-los para o Sobral e promover condições melhores de sobrevivência para aquela comunidade de aproximadamente 450 famílias.

O líder do governo na Câmara diz que, além do projeto do conjunto habitacional ser completo, havendo desde saneamento básico, iluinação até área de lazer, a mudança de local vai diminuir a marginalidade e a violência no bairro do Jaraguá. Galba afirmou ainda que a prefeitura de Maceió tem o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos pescadores da favela, e que eles vão continuar utilizando aquele local para pescar e vender seus produtos.

A presidente da Associação dos Moradores da Favela de Jaraguá, Maria Enaura Alves Nascimento, luta para não sair do local, ela afirma que lá apesar das dificuldades ninguém passa fome, a comunidade sempre se ajuda e, segundo ela, das 450 famílias residentes 360 querem continuar no Jaraguá. Outro motivo pelo qual a comunidade não quer sair é pela proximidade do local de trabalho, pois saindo de lá eles terão gastos extras, como transporte.

O vereador Ricardo Brbosa defende que a prefeitura tem intenção de construir uma marina, no entanto a União não permite que o terreno seja utilizado para fins lucrativos, e que o mesmo já foi disponibilizado pelo Governo Federal, no entanto o município não enviou nenhum projeto de construção. O impasse continuou durante quase toda manhã na Câmara, e ainda não há definição para o caso.

1 comentário

  1. Ábia Marpin Ábia Marpin disse:

    Tenho uma sugestão de matéria – pra que nós leitores tenhamos mais clareza sobre a questão:

    Que tal investigar as condições de outras comunidades “transferidas”?
    Como foi a adaptação, como essas pessoas estão vivendo e se essas “garantias” de melhor sobrevivência são constatadas?

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