A violência contra a mulher é um problema de saúde pública e um desafio para os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir o acolhimento e o tratamento para as mulheres vítimas da violência em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vem implantando e implementando redes de atenção integral a mulher e adolescentes em situação de violência nos municípios prioritários.
A ação conta com o envolvimento dos profissionais de saúde, agentes policiais e membros do Poder Judiciário. A rede já foi implantada em Maceió, Arapiraca e Porto Calvo. Além desses, os municípios prioritários que servirão de referência para o atendimento de mulheres vítimas de violência são: Penedo, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Pão de Açúcar e União dos Palmares.
De acordo com a enfermeira e técnica responsável pela Saúde da Mulher na Sesau, Walkíria Taveiros, a iniciativa faz parte da política do Ministério da Saúde e a Sesau tem promovido capacitações para profissionais de unidades básicas e hospitais com o objetivo de oferecer um acolhimento adequado e humanizado para mulheres vítimas de violência.
“Esta é uma ação que conta com uma equipe multidisciplinar, porque a violência contra mulher é um problema de saúde pública e as notificações são fundamentais para que o Ministério da Saúde possa planejar novas políticas”, ressaltou.
O secretário da Saúde, Herbert Motta, defendeu o trabalho integrado entre os órgãos públicos para garantir o fortalecimento e atuação eficiente da rede de atenção à mulher. “A mulher tem papel fundamental na sociedade e por isso deve ser tratada com dignidade e respeito. O Estado tem o dever de protegê-la contra a violência e ampará-la quando, infelizmente, ocorrem fatos dessa natureza”, ressaltou.
Segundo Walkíria Taveiros, as redes são conjuntos articulados de serviços disponíveis à sociedade. Servem como portas de entrada, acompanhamento psicossocial e auxiliam na reinserção das vítimas no cotidiano. As redes de atenção integral a mulher tem como foco prevenção e recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade, que estão sofrendo ou que já passaram por situações de violência.
“A rede estadual tem como fundamento a organização das referências no atendimento, acompanhamento, notificação, defesa de direitos e responsabilização de agressores”, afirmou.
Assessoria
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