A união da Frente Popular
Ronaldo Lessa
Durante a concorrida entrevista coletiva que integrantes da Frente Popular concederam na sexta-feira passada no Hotel Colonial, em Maceió, alguns jornalistas foram enfáticos ao inquirir acerca da unidade do grupo em torno do projeto que visa resgatar Alagoas da sanha dos poderosos, devolvendo o Estado ao povo, e, concomitantemente, assegurar a continuidade do projeto de governo do presidente Lula apoiando a pré-candidatura da ministra Dilma Roussef. Não houve hesitação na resposta: PDT, PT, PMDB, PTB, PP, PR, PCdoB, PRB e PV (este, destaque-se, tem candidato próprio à presidência) seguem unidos até a vitória e depois dela. Diferenças foram postas de lado, inclusive ideológicas, pelo bem de Alagoas. O projeto que uniu os partidos é maior do que as divergências que porventura ocorreram no passado e pode ganhar mais força ainda com a chegada do PCB e outros partidos.
Na nota oficial que a Frente divulgou no dia 25 de janeiro – até então não se chamava Frente Popular pró-Lessa pró-Dilma – foram apresentados os motivos pelos quais os partidos se uniam: “Há três anos o Estado de Alagoas convive com índices sociais negativos e com a inoperância de um governo ausente, o que favoreceu o crescimento da violência e a instalação de uma situação de caos em áreas cruciais como saúde e educação.
A frente de oposição integrada pelo PT, PDT, PMDB, PTB, PCdoB, PP, PR e PRB, reunida no dia 25 de janeiro de 2010, em Maceió-AL, reafirma seu compromisso em torno de um projeto político que visa restaurar a capacidade organizacional do Estado, fortalecer o serviço público e devolver ao povo alagoano a esperança num futuro construído com a participação de todos.
Para que isso ocorra, Alagoas não pode ficar distante do cenário político nacional, não pode ficar longe das conquistas alcançadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. A frente de partidos consolida, assim, também, o apoio à ministra Dilma Roussef, pré-candidata à Presidência da República, na certeza de que o Estado caminhará junto com o restante do País em direção ao pleno progresso e desenvolvimento.
Não vamos sair da rota traçada para resgatar Alagoas da situação calamitosa que hoje atravessa. Os partidos reunidos não procuram personalizar sua postura de oposição; contudo, dessa frente emergirão os nomes que, desde já, estão comprometidos com o soerguimento do Estado. Pelo resgate de Alagoas!”
Os parâmetros estavam traçados. Faltava à Frente um candidato. A entrevista coletiva do dia 5 serviu para “oficializar” esse candidato. Aceitei a missão abrindo mão de um projeto político pessoal, que seria a candidatura ao Senado, atendendo à solicitação dos partidos e a um pedido do presidente Lula.
Alagoas sai na frente. É o primeiro estado do País a aglutinar os partidos que integram a base de sustentação ao governo federal garantindo um palanque regional para a ministra Dilma Roussef. Vamos arregaçar as mangas e intensificar o trabalho. Um grupo de planejamento começa a ser formado, com representantes dos partidos, para esboçar um programa de governo que tenha o povo como prioridade. Alagoas não pode continuar sendo controlado por um grupo cujos interesses são distanciados dos interesses do povo.
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